DIA DO AUTOR - RAFAEL CORDEIRO

Estou feliz pelo retorno desse projeto. Mais uma semana com o Dia do Autor.

Hoje vamos conhecer o Rafael Cordeiro.




1 – Quem é Rafael Cordeiro?

Essa é uma pergunta que eu me faço constantemente. Por enquanto, apenas um jovem sonhador buscando se estabelecer com escritor. Creio que muitos na nossa faixa etária encontrem dificuldade para responder a uma pergunta como essas; estou com 22 anos e essa é uma idade onde muitos de nós ainda não estão estabelecidos, mas a vida insiste em nos cobrar.
Caso a pergunta fosse “quem Rafael Cordeiro quer ser?”, a resposta seria essa: Um Escritor.


2 – Como sentiu ou descobriu que queria seguir a carreira de escritor?

Minha mãe uma vez definiu a minha necessidade por leitura como “patológica”. Ela diz que mesmo antes de aprender a ler eu já tinha isso, querendo ficar horas em livrarias e folheando gibis enquanto inventava as histórias na minha cabeça. A partir daí, acho que foi um processo natural. Após o fascínio com as histórias em si, você passa a admirar a maneira como os autores se comunicam, como eles escolhem transmitir os seus contos, sua técnica, cada um de seus pormenores. Pessoalmente, não acho que haja coisa mais admirável quanto essa e é isso que eu gostaria de poder continuar a fazer.


3 – Quantos livros já escreveu e onde encontramos suas obras para comprar?

Eu já escrevi algumas coisas, mas publiquei apenas um, de forma independente, para ver qual seria a resposta. Creio que aguardarei uma certeza maior para publicar outros, enquanto por enquanto é só um mesmo. Ele está na plataforma de leitura da Amazon, o Kindle. “Até que a Morte nos Separe” é o título e, para aqueles que não estão acostumados com leitores digitais, qualquer celular, computador ou tablet estão aptos para a tarefa.


4 – O que te inspira na hora da escrita? Já escreveu um personagem baseado em algum amigo (a)?

Muitas coisas: livros, obviamente, mas também quadrinhos, filmes, seriados, mesmo a vida real em suas pequenas excentricidades. Não sei exatamente o que me inspira e essa inspiração geralmente vem de forma inesperada, então é muito importante ter a disciplina de registrar todas as inspirações para poder trabalhá-las com maior técnica num tempo dedicado somente a elas depois. Se eu escrevi um personagem baseado em um único amigo: não. Mas muitas características de alguns amigos inspiraram características de alguns de meus personagens.


5 – Seus personagens têm algo do Rafael?

De certa forma sim, mas eu gosto de ter a liberdade de os levar a cenários inacreditáveis e dar a eles reações inesperadas. Em algum momento da história, eles ganham personalidade própria e, por mais esquisito que isso possa parecer, eu mesmo já me surpreendi com algumas das coisas que eles optaram por fazer. Surpreendi-me porque seriam reações que eu não teria, mas eram as únicas reações verdadeiras para aqueles personagens.


6 – Como é hoje ser autor no Brasil? O que já enfrentou para ir em busca do seu sonho de ser escritor? Acha que hoje a literatura nacional está mais valorizada?

Creio que não possa falar por todos, mas a minha experiência tem sido bem difícil. A maior parte das publicidades é dispendiosa e no momento eu não posso pagá-las. As editoras tradicionais são bem fechadas para novos autores. Tenho aproveitado cada oportunidade que aparece, mas ainda assim é um caminho que, quando trilhado sozinho, é bem árduo. Então, se você está lendo essa entrevista e ainda não deu uma olhada no meu livro, separe algum tempinho para ele, não é uma leitura difícil. Ou se já o leu e gostou, compartilhe-o com os amigos; qualquer ajuda é essencial.


7 – Quanto tempo demora para escrever um livro? Tem algum ritual que usa quando está escrevendo?

Depende da obra que estou trabalhando, qual é a proposta de história. O meu segundo livro (que optei por ainda não publicar), por exemplo, demorou muito mais do que o primeiro, porque a proposta era diferente. Independentemente do tempo que demoro, três, seis meses, um ano, o processo mais demorado é a revisão. Gosto de ler e reler o que escrevi, melhorando, tentando tornar tudo uma história única, coesa, que converse com ela mesma. Se isso significa cortar algo, então cortarei. Se significa escrever mais, escreverei. Saber quando parar de realizar alterações talvez seja a tarefa mais difícil. O cerne da história já está lá desde o começo, mas posso mudar detalhes por muito tempo.
Não creio que tenha um ritual. Gosto de ler antes de começar a escrever, mesmo que o que estou lendo e o tema do que estou escrevendo não tenham nada em comum, acredito que seja uma boa maneira de colocar o cérebro para funcionar.

8 – Das obras que escreveu, tem alguma que você considera favorita?

Essa é uma pergunta difícil, quase como perguntar para um pai qual dos seus filhos é o favorito. Gosto muito do resultado final de “Até que a Morte nos Separe”, a história tem uma dinâmica muito interessante, como uma conversa interna de pequenos detalhes que se tornam mais relevantes mais à frente.


9 – Se tivesse hoje, que começar com sua carreira como escritor, mudaria alguma coisa, ou que conselho lhe daria?

Não mudaria o começo, porque essa é a parte em que você escreve, e esse é um processo que considero muito prazeroso. Uma carreira, no entanto, não sei avaliar. O lançamento do livro de forma independente foi um risco, mas não tenho um resultado final. Foi uma maneira de iniciar. Torço para que ela dê frutos para que aí sim eu possa ter uma carreira propriamente dita.


10 – Algum autor a quem você é fã e que te inspira?

São muitos: Jk Rowling, Neil Gaiman, Markus Zuzak, Gillian Flynn, Douglas Adams. A lista é realmente muito grande. Poderia citar autores ligados aos quadrinhos, como o Alan Moore, ou mesmo cineastas, como o Tarantino. Acredito que essa diversidade de inspirações enriquece cada vez mais meus escritos.


11 – Já teve algum momento na escrita que você travou, e teve que respirar, relaxar, para continuar? Qual parte foi?

Sempre acontece. Tem dias que você simplesmente parece arrastado, ou que o que você escreve não te agrada. Eu nunca sei como vai ser até começar. Acredito que não haja problema nisso, volte depois, ou mesmo no dia seguinte. Veja um filme, leia um livro, vá na rua, tanto faz. Só tenha certeza que você vai voltar para escrever assim que puder.


12 – Qual seu próximo projeto?

Estou finalizando um outro “livro” e tenho ideia para mais uns três, dentre os quais teria que me decidir sobre qual história desenvolveria primeiro. Escrever para mim é uma diversão, então simplesmente não consigo parar. Também sou um pouco hiperativo, então simplesmente não consigo parar (rs). Podem ter certeza de que sempre estarei escrevendo algo novo. Torço apenas para que possa publicá-los no futuro.


13 – Algum momento especial na sua vida como escritor?

Sempre que estou escrevendo, sempre que estou criando algo meu, considero um momento especial. Saber que aquele texto é seu, ver o resultado final, é uma sensação ótima.


14 – Deixe uma mensagem para quem não conhece suas obras.

Nesse momento, como autor independente, é muito importante o apoio de todos. Não simplesmente lendo, mas conversando sobre, divulgando para quem se interessa. Sem as ferramentas de divulgação comuns ao meio, qualquer ajuda não é só bem-vinda, é essencial. Minha primeira publicação é bem curtinha e, garanto, você vai se divertir. Dê uma chance, para que um dia eu possa publicar mais e mais.


15 – Deixe uma mensagem para seus leitores.

Para aqueles que já leram, obrigado por toda resposta positiva que venho recebendo, que me faz não desistir disso tudo tão facilmente. Agradeço por cada “curtida”, cada “compartilhamento”, cada “avaliação”. Pode parecer algo tão banal para alguns, mas para quem precisa disso, cada uma delas é lembrada por mim. Agradeço a todos, de coração.


Sua obra:



Sinopse:
Até aonde você iria por amor?
Quando um jovem viúvo chega em casa e encontra sua esposa sentada casualmente no sofá da sala, algo certamente está errado. A dantesca cena é o gatilho inicial para uma jornada rumo ao misterioso, onde o amor é capaz de desafiar os limites da vida e da morte. 
Neste romance, fantasia e realidade estão muito mais relacionadas do que pensamos: deuses podem estar na sua esquina; demônios podem estar no seu quarto. O imprevisível caminho trilhado pelo protagonista o levará a lugares proibidos, a lugares esquecidos, tudo em busca de sua amada. 

Link:https://www.amazon.com.br/At%C3%A9-que-morte-nos-separe-ebook/dp/B01MRPFB0C/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1488567791&sr=8-1&keywords=ate+que+a+morte+nos+separe


Obrigada Rafael pela entrevista. Precisando, estamos a disposição.

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